Um espaço para sermos …circunstancialmente…

vela interrogação

Image by Ander Vaz via Flickr

Tento escrever há semanas. Algumas idéias na cabeça. Alguns esboços já escritos. Mas, pouca inspiração. Na verdade, penso agora, todos estamos num momento de pouca inspiração. Há quatro dias da eleição mais importante do país. Há quatro dias de elegermos nosso (a) novo (a) presidente. E, mesmo assim (ou por isso mesmo), nenhuma inspiração sentimos. Sou um dos votos inválidos. Ainda indeciso. Talvez eu aperte o botão “confirma” ainda indeciso. Não vou votar em branco. Mas, vou votar indeciso. Inseguro. Insatisfeito. Encurralado em ter que votar em quem não desejo. Recebí inúmeros e-mails buscando me convencer em qual eu deveria votar. Recebí alguns ingênuos. Outros muito mentirosos. Outros otimistas, quase um otimismo imbecil. Outros sinceros, mas incapaz de fazer-nos tomar uma decisão. Vou votar com uma enorme sensação de inutilidade. Essa semana li grafitado em um muro a seguinte frase: “Se o voto fosse capaz de transformar a nação ele não seria obrigatório e nem estimulado. Pense nisso”. A frase ecoa como um profeta. Como um ançião no tempo antigo nos alertando para uma verdade. De um lado, caso decidamos por esse, votaremos em alguém “bonzinho”, com “ficha limpa”, com cara e careca de bom moço. Que talvez faça algumas boas ações que beneficiem alguns. Mas, que não se propõe a uma transformação da nação em busca de uma maior igualdade social, de justiça e de uma população sem tantos constrastes sociais. Não. Talvez ele consiga algumas boas ações como aumentar o salário – deixando-o ainda miserável – melhore algumas obras assistencialistas, dê continuidade a alguns projetos do antigo presidente (que por sua vez herdou vários do anterior). Mas, só isso. Ah, e talvez melhore a vida de meus pais já que deseja ser bom para os aposentados. Do outro lado, na outra opção, estaremos votando não na candidata. Quase ninguém a escolheria. Todos sabem que com a saída de Marina do PT e com o desmascaramento de vários líderes deste partido este ficou sem opção. E, pela falta de opção, vai Dilma mesmo. Mesmo sendo ela. E assim vota-se ou no PT (mesmo estando em seu pior momento diante de tanta corrupção) ou vota-se no Lula (este sim, ainda contando com muito apoio popular). Ou seja, o que Dilma propõe? NADA. Nada. Absolutamente nada. Quem propõe é Lula. Ele “mandou” o povo votar nela. Então, alguns optaram pela opinião dele. Esse é o quadro! Esse é o cenário atual. Isso estamos vivendo. Por isso, sem inspiração para escrever. Nenhuma. Vou é ver a novela. Descobrir quem matou “Saulo”. Ou ler um bom livro: “Guia politicamente incorreto da história do Brasil”. Até que a inspiração venha… mesmo com os nossos presidentes.

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