Um espaço para sermos …circunstancialmente…

Liderança

Tales Ferreira                                           Março 2012

Já estive na liderança de organização religiosa. De organização não governamental. E,  hoje, como gestor de uma área em uma empresa particular, considerada de grande porte, além de multinacional.

Em todas estas, algumas experiências são comuns:

– A ausência da unanimidade: Em nenhuma destas experiências houve unanimidade. Nem mesmo dentro do grupo mais restrito de líderes. Um líder que busca unanimidade como sinônimo de organização bem sucedida é alguém destinado ao sentimento de fracasso. Pior ainda é quando o líder precisa emocionalmente desta unanimidade. Neste caso, evidencia-se uma doença interna, uma insegurança pessoal e, mais ainda, uma tendência à dominação;

– Ausência de completa fidelidade: o líder precisa entender que fidelidade, amizade e lealdade ele terá de alguns poucos. Bem poucos em alguns casos. A história demonstra bem isso com vários líderes. Quem tem alguma experiência em liderança saberá que o que aqui afirmo é verdade;

– Liderar é um caminho tortuoso e não linear: quem se engana nos tempos de paz achando que a caminhada da liderança será sempre linear, sem surpresas, ainda é um líder inexperiente. Liderar exige consciência da presença de fatores externos e internos que fogem à nossa administração. Teremos surpresas. Algumas bem desagradáveis. E serão estas que estarão forjando, moldando, a capacidade de liderar.

– O caminho de liderança é um caminho de poucos amigos: não se pode se enganar com as palmas, com os aplausos, com as bajulações e com os holofotes. Serão poucos os que poderão ouvir nossa intimidade, nossos medos, nossas dificuldades. Serão poucos que sentiremos como nosso par. Bem poucos.

Liderança exige entendimento destes aspectos. E de outros, muitos outros…que conversaremos outro dia. Agora preciso liderar uma pequenininha de 07 anos…

Tales Ferreira

Comentários em: "Liderança" (2)

  1. Parabéns pelo texto Tales. Encontrei nele grande identificação com minhas experiências profissionais mais recentes inclusive como tenho tentado me adaptar a elas, adaptar atitudes e conceitos, afim de estar mais preparado e mais blindado com expectativas emocionais com relação ao estado idealizado das coisas. Encontrei também a confirmação de que o caminho está correto bem como de que nos momentos das árduas experiencias não pode-se depender de apoio, injeção de segurança e lealdade dos demais. Parece faltar a muleta, então a força tem que vir de dentro, e ser cada vez um adubo para um crescente potencial. Parabéns novamente e um abraço.

    • TALES disse:

      Matheus,isso mesmo. O auto-gerenciamento (junto com a auto-motivação) precisa ser um exercício constante. Difícil por vezes. Em minha mesa de trabalho tenho a foto de minha filha. Faço isso porque nos momentos em que não recebo nenhum estímulo externo (e dentro do trabalho) a foto me faz lembrar de um estímulo maior até do que eu mesmo: prover à minha filha tudo o que for preciso para que ela se desenvolva como pessoa. Isso…só isso…é muito suficiente para me estimular. Além disso, eu – com meus próprios planos pessoais – preciso me auto-gerenciar no dia a dia nos dias de desestímulo. Obrigado por sua contribuição. Forte abraço, Matheus.

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