Um espaço para sermos …circunstancialmente…

Invisíveis…

Tales Ferreira, 30 de abril 2014. Em Recife
invisibilidade
Passamos sempre por eles. Olhamos até. Já até falamos com eles. Mas, sem vê-los…Ouvi-los, só quando a pergunta foi feita por nós. Nos interessa, então, a resposta.

Quase esbarramos neles…mas desviamos.
Quase tocamos neles…mas nos afastamos.
Quase trocamos olhares…mas nos distraímos.
Quase cruzamos na rua…mas mudamos de rota.

São aqueles que todo dia, todo dia, todo dia, nos servem sem nossa gratidão. Nos imploram sem palavra. Pedem atenção, em vão.

Quem são os serventes, os garis, os pedintes, o cobrador de ônibus, o serviço geral de alguma repartição…os simples. Pequenos. Em trabalhos tidos como sem importância. Qual o nome deles? Onde moram? Moram em algum lugar? O que comem? Eles comem? Tem família? Quem são eles…

Pior é quando os invisíveis estão do nosso lado. Andando conosco. Trabalhando conosco. Mais que isso. Acompanhando-nos. Mais ainda…morando conosco. Mais ainda…dormindo. Bem pior.

Invisíveis. Só a nós. Não a Deus. Nunca. Mas, a nós…invisíveis.

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